Por Marcelo Galega
“Tatuagem é afrodisíaco”. Foi isso que disse a Amanda Armelin (@amanda_arm) do blog SaiDaqui.
Se liga na conclusão que ela chegou fazendo algumas perguntas por ai:
Perguntando por aí, criei várias teorias. Talvez um pouco de cada uma esteja certo. Ou nenhuma. Mas vale a tentativa de explicar o caso.
Imagine a seguinte situação: Duas meninas bonitas. Mesmo porte físico, mesma idade. Uma tem tatuagem grande e a outra não. Qual chama mais a atenção?
95% dos casos respondem a com Tattoo. Quase ninguém sabe explicar porque.
Primeiro porque Tatuagem é uma forma de arte. Uma maneira diferente e colorida de enfrentar a sociedade e se fazer ser diferente. Por si só, já atrai mais olhares por suas diversas formas e maneiras de dizer algo com desenhos e cores.
Segundo porque, para se ter a pele pintada para sempre, é necessário passar por um processo de dor, de superação. O imaginário de agulhas penetrando a pele talvez crie em outras pessoas a sensação de que aquela tatuada é uma mulher mais forte. Capaz de aguentar mais dor do que uma pessoa de pele lisa, por exemplo.
(Parêntesis para comentário pessoal: Quanto à esse item, também associam muito por aí que mulheres tatuadas gostam mais de sexo em geral, principalmente de anal e sadomasoquismo. CUIDADO: Nem sempre é verdade, apesar de ter uma LEVE relação quanto ao quesito dor. Lembre-se que cada mulher é diferente, e ser tatuada ou não normalmente não interfere no sexo).
Terceiro porque é, de alguma forma, ir contra o que a grande maioria considera bonito. É ter coragem o suficiente para criar e buscar o SEU estereótipo de beleza, sem se importar com opiniões, olhares ou críticas ferrenhas. Um tapa na cara da sociedade, dizendo quem manda na sua própria vida.
Quarto, porque de alguma forma, é contar sua história sem dizer uma só palavra. Revelar um pouco mais da crença, do costume, do hobbie, dos gostos musicais. Mesmo quando ninguém perguntar.
Quinto porque é atrativo de abordagens: Sempre foi uma maneira legal de se iniciar uma conversa. E digo por experiência própria: As pessoas se tornam mais sociáveis quando falam com pessoas tatuadas. Abordam para fazer as mais variadas perguntas (das mais idiotas, do tipo: “DOEU?” às mais intrigantes, como “E quando você tiver 70 anos?”) e isso acaba virando rotina. É divertido fazer amizade (colorida ou não) com alguém no caixa do supermercado ou no meio da multidão de um show simplesmente pelo fato de ter uma Tattoo.
Resumindo, ter tatuagem é ser diferente. Contar histórias. Combater os estreótipos de beleza. Superar-se na dor. Lembrar de algo. Chamar a atenção. Mostrar o que lhe faz feliz. E o melhor: Tudo isso sem dizer uma só palavra.
E você? Acha o mesmo?




























































