NA PELE – Grupos que comunicam e se identificam pela tatuagem

Por Marcelo Galega

Galeria Olido apresenta:

“Na Pele – grupos que comunicam e se identificam pela
tatuagem”

De 15 de agosto a 14 de dezembro


O evento aborda a história, os desenhos e as técnicas, assim como o comportamento em
torno da tatuagem no Brasil, por meio de exposição, documentário e debates, com a
participação de personalidades como o chef Alex Atala, a atriz Mel Lisboa, a
empresária Flávia Ceccato, o comediante Rafinha Bastos, entre outros tatuados
famosos e anônimos.

De marginal, nos anos 60 -quando o Porto de Santos recebeu a primeira máquina de
tatuar elétrica- à onipresente no ambiente urbano, qual é a trajetória da tatuagem
no Brasil? Como esta arte underground alcançou o mainstream? Quem faz, porque faz e
o quê faz? Estas e outras perguntas estão reunidas em “Na Pele – grupos que
comunicam e se identificam pela tatuagem”, evento com exposição, exibição de
documentários e debates sobre o universo da tatuagem no País, realizado pela
Prefeitura Municipal do Estado de Sâo Paulo e pela Feel Filmes e Produções, de 15 de
agosto (abertura para convidados) a 14 de dezembro, na Galeria Olido, com entrada
grátis. A curadoria do evento é de Paulo Tattoo, conhecido como “tatuador das
celebridades” e criador do Soul Tattoo Art Café, e de Ricardo Vidal, da Feel Filmes
e Produções.

Uma tatuagem nunca é igual a outra. Com o objetivo de explorar a singularidade de
cada desenho, a exposição exibe fotos de personalidades tatuadas ao lado de anônimos
cujas vidas foram fortemente influenciadas pela sua prática. O corpo desenhado dos
pés à cabeça da atriz Mel Lisboa, por exemplo, compartilha a parede com a
criptografia exibida no corpo do rapper Dexter, que representa o universo da
tatuagem do cárcere. O chef Alex Atala abre as portas do seu passado no primeiro
estúdio de tatuagem do Brasil, ao lado do pioneiro italiano Marco Leoni. O
apresentador Dudu Braga revela ao público a tatuagem que ele, cego desde os 22 anos,
nunca viu, enquanto o comediante Rafinha Bastos exibe sua tribal gigante. A
exposição mostra ainda os registros no corpo de aficcionados por motocicletas, luta,
devotos de anjos e santos. As fotos são acompanhadas pelo depoimento em vídeo de
vinte personagens clicados pelos fotógrafos Francisco Orlandi Neto e Sebastião
Braga: entre eles, além dos já citados, estão os integrantes do Pavilhão 9, a
apresentadora do Video News (Band) Nadja Haddad, o chef Checho Gonzales, o modelo e
lutador de MMA Karim Aun, a empresária Flavia Ceccato, o piercer Andre Meyer,
Cristiano Miranda (Garagem Metálica), Fernando Lessa (Heineken), a hostess Lekka
Glam e o artista visual especializado em aerografia Magoo Felix.

A história da tatuagem é contada por uma linha do tempo e por objetos icônicos,
entre eles a primeira máquina de tatuar elétrica que chegou ao Brasil pelas mãos do
dinamarquês Lucky, considerado o pai da tatuagem em terras tupiniquins, cujos
quadros pintados em mármore e fotos também estão na exposição. É dele a cabeça
dissecada e tatuada de um polinésio, item que os franceses costumavam levar para a
França como obra de arte, que veio parar no Brasil na bagagem do tatuador. Outros
destaques são as fotos do primeiro estúdio de São Paulo, o Tattoo You, criado pelo
italiano Marco Leoni, e o cartaz da primeira Convenção Internacional de Tatuagem de
São Paulo, organizada por Leoni.

O evento exibe ainda, em formato de videoinstalação, o documentário inédito “O
Brasil tatuado”, de Sebastião Braga (Feel Filmes e Produções). O filme reúne
depoimentos de outros precursores, como Claudia Macá, a primeira tatuadora do
Brasil, e a história do surfista Petit, o “Menino do Rio”, que viajou do Rio de
Janeiro até Santos para se tatuar com Lucky e foi inspiração para a música de
Caetano Veloso. Também participam do doc o carioca Toni Marques, autor do livro
“Brasil e outros mundos tatuados”, e os tatuadores Paulão, Markone, Polacco, Mauro
Landim, Ignácio da Glória, Caio (RJ), o piercer André Meyer e o ator André de Biase,
que interpretou o surfista no filme citado acima.

Além das fotos, depoimentos e objetos, o espaço exibe poesias e citações sobre a
arte de tatuar e apresenta as diferentes tribos urbanas, segundo as razões mais
frequentes que levam cada grupo a se tatuar: amor, amizade, religião, vaidade,
reparação cirúrgica, protesto, idolatria, impulso, amuleto, filosofia de vida,
identidade tribal, identidade carcerária, lifestyle, ritos de passagem, afirmação do
sexo, excentricidade, promessa, modismo. Para discutir estes temas convidados da
área da antropologia, psicologia, escritores e galeristas irão se encontrar em dois
debates – a definir data (setembro e dezembro).

Quem quiser interagir com a exposição, poderá deixar a sua “tatuagem” em um manequim
instalado no local. Os desenhos feitos à caneta serão fotografados e incorporados
semanalmente à exposição. “A proposta do evento é apresentar os grupos urbanos
tatuados ao público paulista que convive diariamente com essa diversidade estética,
mas que muitas vezes não conhece a singularidade de cada uma”, explica o curador
Ricardo Vidal. Segundo ele, por meio da exposição, “o público poderá conhecer parte
deste cenário percorrendo principalmente o desenho temporal desta arte e as técnicas
para produzí-la”, explica Ricardo.

“Na Pele – grupos que comunicam e se identificam pela tatuagem”
Galeria Olido – 15 de agosto (abertura para convidados) a 14 de dezembro
Av. São João, 473 – República São Paulo, 01035-000, Brasil (0xx)11 3331-8399
Horário: diariamente, das 12h às 21h30
Entrada gratuita

Informações à imprensa:

Cal Ferrari – <mailto:assessoria@soultattoo.com.br> assessoria@soultattoo.com.br

11 3063-36435 / 11 3071-2316

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Um comentário para “NA PELE – Grupos que comunicam e se identificam pela tatuagem”

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